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O problema é o tamanho do lápis

Quando algum colega ou aluno vem reclamar comigo que não está conseguindo aprender a matéria, já falo logo: “Pega seu estojo, seu caderno e me empresta um lápis”.

As respostas, quase sempre são as seguinte:

  • “Estojo? Lápis? Caderno? Em que ano você acha que estamos?”
  • “Ah, não uso lápis nem lapiseira, só caneta… e não tenho carderno, escrevo em folhas avulsas”
  • “Eu uso o tablet e o computador para estudar”
  • “Tá aqui meu lápis” (e me entraga um lápis novinho, nunca usado)

Pronto! Quando isso ocorre eu já sei porque ele está com dificuldade em aprender. O problema é o tamanho do lápis.

A maioria dos alunos com dificuldade, na realidade, estuda muito pouco. Alguns não fazem nem o mínimo de atividades, exercícios e tarefas que os professores passam. E isso, para mim, se reflete no tamanho do lápis. Resumi esse fato na 1ª Lei de Abrantes:

O aprendizado é diretamente proporcional à quantidade e inversamente proporcional ao tamanho dos seus lápis.

1ª Lei de Abrantes

Quando tento explicar isso aos alunos, eles simplesmente não acreditam que eu utilizo de 3 a 5 caixas de lápis por semestre (além de uns 4 cadernos em média). Como eles não acreditam, eu abro meu estojo e despejo meus lápis mais recentes na mesa:

Lápis no meu estojo hoje, em 13/06/2020

Na foto acima você vê os lápis que estão no meu estojo hoje, junto com 3 extensores (dois nas laterais e um abaixo). Para referência, eu coloquei na parte de cima uma caixa dos lápis que eu uso (sim, sou chato para isso, só uso lápis 6B, geralmente da Faber-Castell), e à direita um lápis novo para comparação de tamanho.

Quando o lápis fica pequeno, utilizo um extensor de lápis até não conseguir mais apontá-lo (o que ocorre quando ele fica com cerca de 2,0 a 2,5 cm de comprimento).

Nesse momento os alunos fazem aquela cara de incredulidade impagável e perguntam: “Como você consegue gastar tantos lápis assim?” Eu respondo: “simples, como não sou nenhum gênio eu tenho que estudar muito, muito mesmo, para aprender a matéria, então eu faço várias vezes os exercícios, faço resumos dos livros, desenho esquemas e busco exercícios extras na biblioteca.”

Nesse momento eles entendem porque o problema deles é o tamanho do lápis.

Claro, como eu uso lápis 6B, extremamente macio, ele é consumido muito mais rapidamente do que se fosse um lápis HB ou 2B. Mas eu gosto do lápis 6B porque a escrita dele é bem escura e grossa e facilita a leitura posterior (mesmo que, de vez em sempre, ocorram alguns borrões na página).

Não há nada melhor para estudar e aprender do que a combinação clássica: lápis, caderno, apontador e borracha. Não há solução tecnológica que substitua o famoso “bunda na cadeira”. Soluções tecnológicas ajudam, claro, mas, se o aluno não fizer sua parte, não há computador, tablet e vídeo-aula que dê jeito.

Se você tiver com dificuldade no aprendizado, verifique o tamanho de seus lápis! O problema pode estar justamente aí…

6 respostas em “O problema é o tamanho do lápis”

Mande mesmo! E veja bem: lapiseira não funciona, tem que ser lápis, apontador, borracha e caderno!

Eu não sei o motivo, mas lapiseira não funciona tão bem como lápis. Sei lá, talvez você tenha que passar raiva ao tentar apontar e a ponta quebrar bem quando estava ficando boa, ou talvez seja o calo que dá nos dedos ao apontar um montão de lápis, ou talvez seja o processo de ir até a lixeira jogar as cascas fora, ou talvez seja naquela hora que o apontador abre e todo o farelo do grafite do lápis cai no seu caderno e borra tudo (e te obriga a fazer os exercícios de novo)… enfim, seja qual for o motivo, lápis, borracha, apontador e caderno funcionam melhor!

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